Sobre o amor de José a Maria



José e Maria são, pois, marido e mulher, sem que esses títulos nada tenham de fictício. Pelo contrário, nunca a terra viu um par de almas, chamadas a viver em comum, unidas num amor tão autêntico. Amam-se em Deus, certamente, em primeiro lugar e antes de mais nada; é sob a inspiração do Espírito Santo que os seus corações palpitam com uma ternura recíproca. A única preocupação que têm é fazerem sempre e em tudo a Vontade do Deus três vezes Santo. Esta é a inspiração fundamental que os anima: as suas almas unem-se na mútua adoração do seu Mestre divino, e o amor ao Altíssimo é o alicerce da sua aliança.


Mas é precisamente nisso que reside a força e a beleza do seu matrimônio. Diz São Paulo, na Epístola aos Romanos (8, 38): Porque eu estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura poderá se parar-nos do amor de Deus, que está em Jesus Cristo nosso Senhor. É um clamor semelhante a este que a cada instante faz vibrar secretamente o coração de Maria e de José. Assim como o amor divino é incorruptível dizem um ao outro -, assim também o nosso amor é invencível, pois a sua força se alimenta de Deus. Dedicam-se a fazer à vontade um do outro, tanto mais que a sua mútua complacência, longe de os distrair de Deus, não faz outra coisa senão ajudá-los a unir -se ainda mais a Ele.


Michel Gasnier, José, o silencioso. Página 67, Editora Quadrante, 1995.

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