Sob os escombros aparece o fogo, na fidelidade se conserva a fé

Por Dom Antonio Carlos Rossi Keller*



Não é à toa que, historicamente, os ataques à Igreja tenham uma determinada característica: o incêndio, o fogo. A associação com o inferno, com o reino das trevas é evidente. Espalham-se pelo mundo os escombros de igrejas destruídas pelo fogo, ateado por aqueles que dizem defender liberdades...


Na verdade, eles mesmos não são e nunca serão livres. São escravos das ideologias desumanas que defendem. Sequer tem a capacidade de enxergar a própria insanidade. Não pensam, já que perderam esta capacidade. Agem mecanicamente, induzidos por lideranças despóticas, que na sua prepotência acreditam que destruindo símbolos da cultura espiritual de um povo, possam matar a alma deste povo. A destruição de símbolos cristãos não produzirá este efeito.


O que de fato se apresenta como risco para o cristianismo não é o calor demoníaco dos incêndios. É sim, a frieza de uma fé vivida rotineiramente, sem o calor sadio do amor filial a Deus.

Vamos ainda assistir muitas ações de destruição de símbolos cristãos. Possivelmente voltaremos a ser uma Igreja de catacumbas. Mas o que salvará a Igreja, o que a manterá viva em um mundo hostil será a Graça e o Amor, com a fidelidade dos seguidores daquele que nos deixou a Sua Paz.


Do rescaldo desta civilização que vê próximo o seu fim surgirá a flor de um novo tempo, no qual os cristãos serão mais fiéis. Um novo começo. Abominar os incêndios, para nós cristãos significa também abominar a geleira de um cristianismo rotineiro.





*Dom Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo diocesano de Frederico Westphalen





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