Qual o sentido do sofrimento?



Podemos qualificar como sofrimento qualquer situação ou acontecimento que nos cause uma repulsa, aversão, um sentimento (ou emoção) negativa.


São muitas as situações que nos fazem sofrer, como, por exemplo, as doenças, os desastres (ou catástrofes) naturais, as injustiças, as imperfeições e a falta de compreensão dos outros, a morte, o medo angustiante etc. Enfim, o drama do sofrimento atinge a todos. Sofrer faz parte da vida.


Existem sofrimentos que são consequências das nossas más escolhas, ou seja, poderiam ser evitados. Por exemplo: quem não faz exercícios físicos com regularidade e uma alimentação saudável, quem fuma, (...), sofrerá as consequências do seu descuido (...). E, existe o sofrimento que é inevitável, ou seja, não está sob nosso controle, não podem ser evitados. Tais sofrimentos devemos aceitar como vindos de Deus para a purificação do nosso coração. Deus permite que sejamos testados pela dor, pois “o ouro se prova no fogo, e os eleitos, no cadinho da humilhação” (Eclo 2, 5).


Para nós que somos cristãos, o sofrimento não é inútil, é no sofrimento de Cristo que o nosso sofrimento tem sentido. É no sofrimento que seremos santificados, todos os santos sofreram, e sem sofrimento não há santidade. Isso não quer dizer que Deus quis o sofrimento para nós quando nos criou, este veio como consequência do pecado, da desobediência do homem. Mas “Deus não permitiria um mal se dele não pudesse tirar um bem maior” (Sto. Agostinho).


O grande problema é que não fomos educados para lidar com o sofrimento, não aprendemos a lidar com a dor. Estamos numa geração que oferece aos seus filhos tudo pronto e não os treina para a luta.


O estresse, a ansiedade, o medo, a frustração, a depressão (...) nos atingem porque não sabemos sofrer. E, digo mais, é inevitável impedir o sofrimento. O que nos conforta são as palavras de Jesus: “no mundo tereis aflições, mas tende coragem: eu venci o mundo” (Jo 16, 33). Ou seja, em Jesus também seremos vencedores.


Se o sofrimento é inevitável o que nos resta é aprender a sofrer. Pois todos sofrem, o que devemos fazer é escolher sofrer com Cristo. É preciso aceitar e amar o sofrimento, pois com ele seremos santos e receberemos a felicidade eterna. As dores do tempo presente não se comparam com a alegria do céu. É preciso louvar e agradecer a Deus pela dor. Se assim o fizermos, felizes seremos mesmo em meio as provações, até que — em breve — o Senhor virá para enxugar toda lágrima (cf. Ap 21, 4).

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