O que não te contaram sobre Dom Keller

Atualizado: 26 de jan.



Conheci Dom Antônio Carlos Rossi Keller ainda como padre, no bairro do Limão, da Arquidiocese de São Paulo. Ali ele era uma figura conhecida por todos, principalmente pelos jovens, as crianças e tantos outros que só queriam rezar numa liturgia bem celebrada. A paróquia de Santo Antônio era muito movimentada e ele dividia-se entre as atividades pastorais e suas aulas de liturgia, patrística e filosofia da religião no Seminário nossa Senhora da Assunção, Santo Antônio de Santana Galvão e no Instituto São Tomás de Aquino.


Como seminarista da Diocese de Frederico Westphalen morei com Dom Keller por quase um ano antes de ir estudar em Roma. Foi um período de muito aprendizado, principalmente humano. Disciplinado, ele sempre acordava muito cedo e antes do café era facilmente encontrado na capela fazendo sua meditação diária. Sempre foi um homem muito simples que se contentava com muito pouco e sorria constantemente contando-nos das peripécias de seus anos de seminário e estudos na Universidade Gregoriana onde fez mestrado na década de 1980.


Algumas coisas faziam o bispo recém-eleito e chegado em Frederico Westphalen conhecido pelo povo: sua baixa estatura física, sua pontualidade, sua caridade e seu senso de humor. Incontáveis vezes o encontrei com as senhoras e senhores de idade conversando e rindo pelas ruas e calçadas do centro ou passeando com seu fiel escudeiro, um cachorro que o acompanhava devido seu problema de surdez.



Doce e caridoso, esta foi a definição que me deu certa vez um padre que me confidenciou no início não gostar do bispo, mas que tinha mudado ao conhecê-lo mais de perto. Os padres e as vocações sempre foram as predileções deste prelado que mesmo fadigado das atividades da cúria ainda encontrava tempo para visitar os seminários, dormir num hospital acompanhando um sacerdote internado, chamando para uma conversa amorosa outro que estava desanimado. Doando de seu bolso roupas, calçados e até mesmo objetos pessoais para quem precisasse. Aqui não faltariam exemplos para justificar estes tão certos adjetivos.


Para mim, algo que define bem Dom Keller é seu amor pela Igreja. Incansavelmente ele percorre as estradas do noroeste gaúcho até as cidades mais longínquas para anunciar o Evangelho. Com voz firme e uma tranquilidade apaziguadora ele leva as verdades da fé da mais humilde capela até as multidões da romaria dos mártires. Sua presença é uma constante também no mundo da comunicação, ele está em todas as mídias sociais mantem programas de rádio no Complexo Luz e Alegria e em muitos jornais com seus artigos semanais.


Infelizmente essa semana veio a público antigas denúncias, já esclarecidas e sem mérito que foram objeto de investigação civil e canônica feitas por ex-padres e um jovem contra dom Keller. Tudo começou quando o site The Intercept Brasil, conhecido por ter negociado com hackers internacionais a invasão dos celulares do ministro da justiça e de procuradores federais publicou uma extensa matéria apresentando a narrativa insustentável da denúncia sem expor as decisões, muito menos a defesa do acusado.


Em 2020, Dom Keller foi inocentado das acusações em todas as esferas, civil, penal e canônica onde as investigações corriam em segredo de justiça. Segundo o juiz da comarca local, o processo representava uma “violação do contraditório, da ampla defesa e da necessidade de uma acusação certa” e as ações foram rejeitadas em todo teor. O que levou a insatisfação daqueles que pretendiam com calúnias prejudicar a fama e os trabalhos do bispo.


Há muitos interesses escusos por trás da destruição da boa fama e da imagem de um bispo como Dom Keller. O principal é calar a sua voz. Querem calar um conservador que tem posicionamentos claros e tom firme sobre a Verdade de sua fé e tantas outras questões como a defesa da vida, da família e das liberdades individuais. Querem silenciar um arauto que brada e denuncia os desmandos políticos e o relativismo dos costumes.


Calar Dom Keller é uma forma de calar a Igreja, principalmente naquela região que tem um grupo gigante de conservadores que cresce a cada dia. É por uma mordaça na voz da Diocese de Frederico Westphalen que possui um sistema de comunicação gigante com jornais de grande circulação e uma das maiores rádios Am Fm do Rio Grande do Sul.


Não tem interesse na verdade quem publica uma parte da história e o pior, a parte que foi comprovada falsa. O grande empreendimento de levantar um segredo de justiça e levá-lo a público dessa forma nos mostra claramente uma outra intenção: a eleitoreira. Faz muito sentido queimar a reputação de um influente conservador as vésperas de um ano eleitoral e fica mais fácil quando encontra aliados que não medem esforços para atacar Dom Keller. Além do jovem denunciante, que aqui não pretendo fazer menção, há nesse conglomerado de calunias alguns ex-padres que insatisfeitos com as decisões tomadas no âmbito canônico que ocasionaram as suas expulsões querem a todo custo associar o nome do bispo para a mesma estúrdia que eles viviam.


Não é a primeira vez que atentam contra a boa fama de bispos e padres em nosso país. Uma parte da imprensa associada a grupos e pessoas de má índole aparelhada com pensamentos ideológicos canhotos e com muitos outros interesses, costumeiramente, fazem muitas investidas a fim de queimar reputação e levar ao desprestigio a voz e o nome da Igreja. Estes trabalhos desonestos e sórdidos devem ser combatidos veemente por todos.