O que é pecado mortal?

Atualizado: 13 de Abr de 2020



No cumprimento de nossa tarefa de amar a Deus o primeiro passo indispensável é evitar a todo o custo o pecado mortal, por que são duas coisas inconciliáveis.

Porque pela sua própria natureza o pecado mortal significa a radical rejeição de Deus, o desprezo absoluto do seu amor. Evitá-lo não somente é importante como é a primeira prova deste amor.


Então, para que o pecado seja mortal são necessários três requisitos:

1° - que o que fazemos ou deixamos de fazer seja matéria grave;

2º - que tenhamos conhecimento suficiente do que fazemos;

3º - que consintamos plenamente o que fazemos.


Vejamos cuidadosamente cada uma dessas condições:

Na primeira, matéria grave: significa que se trata de alguma coisa séria e reprovável do ponto de vista de Deus e não do nosso ou da sociedade. Ao apurarmos a gravidade de nossos atos temos que ter certeza que estamos alinhados ao pensamento Criador.


A segunda condição é o conhecimento suficiente: quer dizer que sou consciente do que estou fazendo e que isso que estou fazendo é um pecado. Ninguém pode cometer um pecado enquanto dorme ou por esquecimento. Por exemplo: ninguém peca por comer carne se esquece que é dia de abstinência.

Também não há pecado por erro ou ignorância. A não ser que seja um erro ou ignorância culposos. E não devo me sentir culpado hoje, se descubro que o que cometi ontem era pecado. Mas, muito cuidado: se eu pratico deliberadamente uma ação convencido que é pecado grave, é pecado pra mim, mesmo que depois descubra que não era. Por exemplo: se eu roubo um dinheiro e depois descubro que esse dinheiro era meu, peco tal como se não fosse, pois sabia que a minha intenção ofendia a Deus, a minha ignorância não destrói a malicia do ato praticado.


Ainda sobre o conhecimento suficiente, costuma haver um risco contra o qual é bom estarmos previnidos, explico melhor: as vezes nós nos colocamos voluntariamente numa ocasião de pecado com a velha desculpa de que não há perigo, depois que cometemos alegamos que fomos pegos de surpreza. Isso pode enganar a nós mesmos e aos outros, mas não convence a Deus.


A terceira e ultima condição é o consentimento pleno da vontade:quer dizer que o que fizermos temos que fazer livremente, deliberadamente, sem nenhum fator que interfira na nossa liberdade.


Há, no entanto, outro ponto que quero chamar a atenção: a malicia de um pecado está mais na intenção do que na ação: quando deliberadamente eu decido cometer um pecado, eu já o cometi aos olhos de Deus.

Por fim não podemos nos esquecer a verdade de fé que, com a graça de Deus, todos nós podemos evitar o pecado mortal, por mais violentas que sejam as tentações. É a graça de Deus que ajudará a supera-las.

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