Ele vive!



Desde o amanhecer daquele grande domingo, a Igreja jamais deixou de fazer bradar esse anúncio. Efetivamente, ele constitui o núcleo de sua fé e dá significado à sua existência histórica. Mas, quais realidades estão contidas em tal testemunho? Muitas, é fato! E, no entanto, podemos identificar pelo menos duas que, de certo modo, resumem todas as demais.


A primeira refere-se à afirmação da vida de Cristo, uma vez que ele superou a morte. Sim, Jesus ressuscitou e, assim, VIVO, pôs-se entre os seus discípulos. Ao vidente do Apocalipse ele mesmo afirma: "Não temas! Eu sou o Primeiro e o Último. Sou o vivente. Estive morto, e eis-me de novo vivo pelos séculos dos séculos" (Ap 1,17-18). Essa vida, enfim, comunicada à Igreja, é atualizada nos sacramentos, pois "aquilo que era visível em nosso Salvador passou para seus mistérios" (S. Leão Magno).


A outra é referente às nossas renúncias. Sim, porque se desejo a vida de Cristo, é absolutamente necessário que eu abandone tudo o que não seja afirmação de sua vida e presença!


A Páscoa da Ressurreição de Cristo exige de mim novidade. A Páscoa da Ressurreição de Cristo implica em que Ele viva em mim e não mais eu! (cf. Gl 2,29). A Páscoa da Ressurreição de Cristo deve ser o fundamento da minha páscoa também.

Com esse Domingo da Páscoa da Ressurreição de Cristo, eixo de todo o Ano Litúrgico, tem início um longo período, o grande Tempo Pascal. Na Liturgia da Igreja, estes dias de Páscoa se estendem, ainda, por cinquenta dias, até Pentecostes.

Em nossa caminhada de fé, no entanto, ele se prolonga por muito mais tempo, pela vida inteira, até que na Glória de Deus façamos a sua eterna celebração. E, no entanto, tanto na liturgia, quanto nas rotinas de nossa vida há algo que de comum devemos solicitar: o dom do Espírito Santo.

É nele que se deve esperar. É ele se deve pedir. É por ele que se deve clamar. A Páscoa é, por excelência, a celebração da vida. Da vida de Cristo. Da vida de Cristo em nós. Da nossa vida em Cristo!
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